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domingo, 4 de março de 2012

Paranoias do “amor”....


Era uma noite fria, por volta das 24 horas e “alguma coisa”, estava eu, sentado no quarto sem sono, exausto do linguajar técnico do Direito Penal. Resolvi navegar nesse negócio que chamamos de internet, aqui nos conectamos com o mundo através da telinha de um PC.

Entre um e outro pensamento noturno, comecei a refletir sobre o que se passa na cabeça das pessoas sobre esse tal sentimento que chamamos de amor.

 Tolice minha querer entender a mente humana, mas... Resolvi pesquisar algumas frases sobre nicks de Msn’s, twitter’s, facebook’s e orkuts... É isso mesmo, sobre estas redes sociais que quase todo mundo usa.

Fiquei perplexo com algumas coisas que li, se bem que já não era novidade, a grande maioria das frases usadas pelas pessoas nestas redes, são de “desilusões” amorosas, reclamando do tempo perdido achando amar alguém, das “paranoias” dos amores nunca existentes, eram indiretas para “amores” passados, das tormentas e das cicatrizes fingem que as partes fingem estar curadas, mas que insistentemente permanecem cravadas na lembrança,  nos momentos de solidão.

Hoje essas pessoas parecem tentar fugir de seus próprios anseios e procuram novos horizontes que dêem outro sentido a suas dilaceradas vidas.

         Era tanto “moído”, isso me fez refletir sobre tamanho mistério. Será que o amor existe mesmo (eu ficava pensando)? Se existe e na minha mente idealizei ser uma “coisa” boa, porque o ser humano esta sempre nesse “ai, ai, ai”...?

As letras de muitas canções conhecidas e ouvidas sempre falam de relacionamentos acabados que deixaram cicatrizes imortais no mais profundo e íntimo da alma. Existem frases chamativas que realmente nos levam a reflexão, as letras do Cazuza, por exemplo, é uma agonia arrepiante... Certa vez “berrou;“ O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo, indo embora (...)Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga idéia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como as borboletas que só vivem 24 horas” .

É bem verdade que o Cazuza viveu uma depressão eterna, e qualquer um no seu lugar e com sua perturbadora inteligência escreveria isso (simples né?), foi apenas um pequeno burguês revoltado com o sistema que o privilegiava, com certeza escreveu isso na solidão de seu “cafofo”.

Outros composigênios (que palavra é essa?) também deixaram seu legado e suas definições sobre o amor em suas letras, Renato Russo escancarou; ”Se o amor é verdadeiro, não existe sofrimento”, alguém ainda disse; “Que quando o amor perde a razão, não quer saber quem vai machucar (e o amor tem razão?). O problema não esta no amor, e sim no que as pessoas pensam ser amor, esse sentimento é tão profundo a ponto de levar mentes pensantes e não pensantes a questioná-lo ou interpreta-lo de acordo com o momento vivenciado.

No nosso livro Sagrado também está registrado passagens sobre tal sentimento, O apóstolo Paulo, filosofo profundo em conhecimentos, escrevendo a uma das igrejas de Jesus Cristo deixou passagens onde qualificava o amor, “... O amor tudo sofre, tudo crê, tudo suporta (...) não é invejoso...”. São tantos os posicionamentos sobre o amor, que só nos mostra o quanto é relativo e complexo o pensamento humano.

         Enfim, analisando sob certos aspectos o pensamento e as desilusões amorosas, cheguei a uma conclusão, na verdade, dentro da maioria dos casos o que existe é a ilusão amorosa (Digo ilusão e não desilusão, ilusão porque criamos), pois mesmo que alguém quando desiludido trate de sempre colocar a culpa toda no outro, é grande a possibilidade de ele ter pelo menos, uns cinqüenta por cento de responsabilidade no desenlace relacional, e isso é perfeitamente possível porque, essas pessoas cegas pela paixão ou outro sentimento parecido, idealizam no outro tal qual ele deseja que ele fosse passando a viver apenas com a imagem criada em sua frágil mente mortal.

         Portanto, é bom sabermos ser realistas e admitirmos que se nos desiludimos é porque criamos a ilusão, são verdadeiras paranoias imaginadas pelos “fantasmas de nossa mente” como dizia Karl Marx. Parece ser como a ideia do nosso primeiro relacionamento, achamos que vai durar uma eternidade, e nunca paramos para pensar que essa “eternidade” pode chegar a ter um fim.

 Depois quando estamos mais “amadurecidos”, refletimos sobre o passado e percebemos que aquilo era simplesmente coisa de momento, que deveríamos ter pensado que aquele “para sempre”, mais cedo ou mais tarde, ia ter um fim.

Finalizando, culpa não está no amor e sim no que nós achamos ser “amor”, mas isso é até natural, a mente humana quando fértil, tem essa paranóia de criar exageros e neles construir seus castelos de ilusões, nós sempre procuramos relacionamentos que caibam nos nossos sonhos, só que quase sempre esses sonhos não se encaixam na realidade... Nada melhor que o tempo e a universidade da vida para sarar feridas utópicas, como diria o nosso velho “amigo” Shakespeare, “Ninguém poderá jamais aperfeiçoar-se, senão tiver o mundo e o tempo  como mestres”..



Cesar Amorim – Estudante de Direito pela UERN/ Professor de História do Brasil



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