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terça-feira, 12 de novembro de 2013

POR DAVIR CALISTO ESSES VERSOS AQUI SÃO PARA OS SERTANEJOS, QUE OBSERVAM A NATRUEZA.

ESSES VERSOS AQUI SÃO PARA OS SERTANEJOS, QUE OBSERVAM A NATRUEZA.
ESCREVEU: DAVI CALISTO NETO.

Quando é nas primeiras chuvas
A caatinga muda o terno
Com a chegada do inverno
Se animam até as saúvas
As folhagens como luvas
Vestindo a vegetação
A água no ribeirão
Da seca termina o lema
A flor branca da jurema
É quem perfuma o sertão

Uma nuvem no nascente
Ofuscando a luz do sol
O canto do rouxinol
Deixa o roceiro contente
Seu trabalho permanente
Fazendo o ninho no oitão
Garantindo a geração
Sem mudar o seu sistema
A flor branca da jurema
É quem perfuma o sertão

Como um tapete a babugem
Nasce levantando a terra
Enquanto a névoa na serra
Da pedra encobre a ferrugem
Toda bezerrada mugem
O touro escava o chão
E um cavalo alazão
Pra correr não tem problema
A flor branca da jurema
É quem perfuma o sertão

Um sapo lá na represa
Com suas pernas estendidas
E as piabas divertidas
Nanando na correnteza
O arrulho da burguesa
Nos faz sentir emoção
A essa transformação
Não se usa estratagema
A flor branca da jurema
É quem perfuma o sertão

Na copa de um arvoredo
Um sabiá gorjeando
E um mocó se esquentando
Lá em cima do lajedo
O sertanejo sem medo
Faz a sua plantação
Diante a sua visão
O sertão vira um cinema
A flor branca da jurema
É quem perfuma o sertão

Toda passarada canta
Como se fosse orquestrada
Às quatro da madrugada
O sertanejo levanta
A mulher como uma santa
Faz a sua oração
A Deus pede a proteção
Com fé em cada fonema
A flor branca da jurema
É quem perfuma o sertão

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