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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

07 DE SETEMBRO: POR CESAR AMORIM REFLEXÃO INDEPENDÊNCIA? OU MORTE?


            Nobres brasileiros, faz-se muito oportuno este dia para que repensemos (e projetemos) a nossa própria história. Pois bem, o certo é que existem, na verdade, duas histórias em nosso país: Uma é aquela que é feita para agradar a príncipes, reis e grande parte da elite histórica, transformando heróis em traidores e traidores em heróis. E a outra, é a história que o povo brasileiro há de construir...se assim quiser, é claro.

A princípio, pensemos em nossa “independência” exatamente em 07 de setembro de 1822, meditando em seu contexto, de logo, nos vem à mente, parte do trecho do hino nacional: o sol da liberdade, em raios fúlgidos, brilhou no céu da pátria nesse instante”.

Na verdade, está bela letra do hino nacional não é bem a realidade da época, pois, o sol pode até ter brilhado naquele instante, mas, sem muitos méritos, haja vista que o então mandatário, Dom João VI voltou a Portugal levando tudo que havia nos cofres do Banco do Brasil, deixando as terras tupiniquins sob o comando de seu filho Pedro I, isto, como garantia do seu domínio e, já com a intenção de recolonizar todo o Reino Unido. Isto é um fato, triste fato, é duro afirmar, mas tudo não passou arrumado que eternizou as margens de um tal de rio Ipiranga, em São Paulo.

A partir deste momento histórico, sem dinheiro, sem moral e sem vergonha, apenas com uma “independência” que saiu de um grito fingido, tivemos que inaugurar aquilo que atualmente chamam de DÍVIDA EXTERNA, haja vista, que para Portugal “aceitar” nossa independência, fez-se necessário ser pago um montante de dois milhões de libras esterlinas (atualmente uma média de 9 milhões de reais) a título indenização. E diga-se, isto nos custou um empréstimo junto aos banqueiros ingleses, que seriam “nossos donos” por um bom tempo.

Na verdade, nossa história sempre foi repleta de contradições, quase sempre (ou sempre) houve(ram) interesses elitistas e, muitas vezes estrangeiros por trás de “movimentos nacionais”, consequentemente, o Brasil foi se formando de ponta cabeça.

Atualmente, alguns administradores da coisa pública, que deveriam governar (e observar) com base nos (os) princípios constitucionais, sobretudo, o da moralidade, impessoalidade, soberania popular, publicidade, probidade, legalidade, eficiência etc.... A tem (coisa pública), como se sua fosse, ignorando os princípios supracitados e, pior, usando, muitas das vezes a máquina pública (termo pejorativo) em descompasso com todo o ideário do sistema republicano, pois, República, vem de “Res Publica”, uma expressão latina que significa literalmente "coisa do povo". Como deve ser.

O mestre Dr. Herval Sampaio Junior, ex-juiz eleitoral, em seu recente trabalho sobre abuso de poder, bem lembrou: “não vivemos em um Estado totalitário onde um soberano reconhece a si como o próprio Estado e usufrui dele como quer, como faziam os reis de França, sobretudo Luís XIV de Bourbon que chegou ao ponto de dizer (lhe é atribuída a frase) "L'État c'est moi", em bom português: “O Estado sou eu!”, não podendo a coisa pública ser usada senão em função do povo, na prestação do serviço público...”.

Talvez, toda essa contradição que se vê na forma de gerir a máquina estatal por parte de alguns (digo alguns, porque somos conscientes que existem pessoas de bem, que governam para o coletivo e, reconhecem submissão ao povo) agentes públicos, seja fruto da própria mentalidade do nosso povo, que os vê, não como servidores públicos temporários, mas, muitas vezes, como suplentes de Deus. O que é um erro, pois, com esta visão “celestial”, ao invés de fiscalizar e exercer o poder soberano outorgado pela carta política de 88, nós (povo), somos súditos e escravos da nossa própria ignorância.

Particularmente, fiquei muito feliz com as manifestações de 2013, cheguei até a me emocionar, parecia ali que realmente o gigante estava acordando. Naquele momento, tenho certeza, que os “maus políticos” tremeram na base, pois todo aquele alvoroço era uma espécie de despertar forçado da própria consciência popular, de que, de fato, todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da constituição”, conforme estabelece o parágrafo único, do art.1º da nossa carta cidadã.

Torcemos para que aquilo não tenha sido somente um choque de nervos momentâneos, esperamos que, de fato, as manifestações de 2013, reflitam nas urnas nesta eleição que se avizinha. Se assim for, estaremos, sem dúvidas construindo um Brasil com MAIS SEGURANÇA PÚBLICA, MAIS EDUCAÇÃO, MAIS SAÚDE, MAIS EMPREGOS... Enfim, MENOS DESIGUAL E MELHOR DE SE VIVER. Um Brasil coerente, que enterre a velha política da Roma Antiga, a saber, a Política do Pão e Circo, usada e abusada atualmente.

            O brasileiro precisa, antes de tudo, de cidadania, ela é conscientização do coletivo. Bem disse escritor norte-americano Hemingway "nenhum homem é uma ilha", portanto, faça a sua parte, lute pelo seu país, pelos seus filhos e netos.
            Por fim, hoje, nós só temos a certeza de uma coisa: A “terra é adorada, amada, e idolatrada” por todos, inclusive pelas visíveis toupeiras  exploradoras da coisa pública, entretanto, na hora do “... Salve! Salve!”, ninguém quer salvar o Brasil.
Uma coisa haveremos de aplaudir: O Brasil ainda é o Gigante pela própria natureza”.

Mossoró/RN, 07 de setembro de 2014.

Cesar Amorim (cesar.c.a@hotmail.com).

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